quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

A tal da gentileza

Bom dia, boa tarde, boa noite, com licença, obrigado, por favor. Pra onde é que foi a dona educação ? Ultimamente o que se vê são cavalos, e não pessoas, que transitam pelas ruas e passam por nós todos os dias; ao invés de trocarem palavras, trocam-se coices. E aí cada um põe sua culpa em algo : rotina, stress, cansaço, impaciência... O fulano para no meio do corredor do supermercado pra bater papo com aquele amigo que não vê a tempos; tranca a passagem do outro fulano que já vem com o carrinho pra cima do calcanhar dele; pronto o barraco está armado. Calma aí, e as palavras mágicas? Porque agora estão praticamente inutilizadas ? Será que dói dizer ? Porque ao acordar saem todos de suas casas treinando a pior cara possível pra fazer pro porteiro do prédio, pra moça da padaria ? Não sei pro resto do mundo mas, pra mim, não tem nada mais agradável do que um bom dia entusiasmado, ou um obrigado acompanhado de um sorriso. Ninguém precisa ser simpático o tempo todo, mas não devemos nos esquecer de que ninguém tem culpa dos nossos problemas; que ser educado torna as coisas muito mais fáceis ao nosso redor e bom humor deixa a sua vida muito mais leve.
É a tal da gentileza, que está em falta nesse mundo.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Devaneios psíquicos





Obsessão, descontrole, angústia, falta de ar, de palavras, de cabeça e juízo pra aguentar.
Aviso: Não tente entender.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Dizem que sou eu que insisto nessa história. Que a culpa é toda minha.
Talvez seja.
Mas caso você passe por aqui, saberá que não passou como você e o resto do mundo disseram que iria acontecer. Perceberá que eu ainda não sei falar de outra coisa.
Que eu não esqueci, e nem vou esquecer.
E se eu não esqueço, é porque toda vez que alguém pronuncia a palavra amor, é o seu nome e a sua imagem que me vêm a cabeça.
A cada passo que dou e em cada pessoa que eu conheço, eu te vejo. Você me consome como uma lembrança que não se apaga. E eu estou aqui tão longe, sofrendo cada segundo que fico sem ouvir tua voz. Agora minha insônia tem nome e sobrenome; você me tortura sem saber. Eu não consigo tirar você de mim. Mesmo ouvindo outras promessas, que até poderiam ser verdadeiras... Mesmo diante da chance de começar outra vez, eu não consigo. Porque eu te vejo, sinto o seu abraço. E é com você que eu queria estar, a cada passo que dou, e em cada pessoa que conheço.
Passo dias e noites tentando encontrar uma forma de esquecer este seu sorriso tão firme e doce. Queria poder não falar e nem pensar mais em você. Mas o máximo que consigo é voar alto e te imaginar derrotando um mundo de impossibilidades ao meu lado. E, enquanto isso, onde andará você... Já deve ter esquecido tudo o que lhe disse a muito tempo. E é por isso que eu me aflijo, tento a todo custo te arrancar de meus pensamentos, e arranjar algo para substituir o vazio que você deixou ao levar meu coração. Mas não tem jeito; seu sorriso é insubstituível e, dolorosamente, inesquecível.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Não é raro, tropeço e caio. Às vezes, tombo feio de ralar o coração. Claro que dói, mas tem uma coisa: a minha fé continua em pé. Tudo que é verdadeiro, volta.

Caio Fernando Abreu

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Confissões de insônia

Eu não gosto da noite.
Eu sonho muito mais nesses instantes em que o céu está escuro.
Eu faço muito mais planos impossíveis,
Que me machucam depois.
Eu não gosto de não poder ver as nuvens.
Não que eu não goste das estrelas,
Mas as acho misteriosas demais, seguras demais.
Não que eu não admire segurança, mas acho que você entendeu.
Eu não gosto da falta de claridade.
Apesar da lua, tão bela e repetidamente instável.
Não me sinto a vontade com os sons noturnos.
Tenho medo de cada sopro frio destas horas.
E por fim não gosto da madrugada.
Que me ilude sem a mínima pena,
E me deixa sentir o gosto de cada desejo mais intímo,
Só pra dizer ao amanhecer do dia,
Que tudo não passou de um sonho.

Seguidores