quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Você me surgiu do nada.
E, que covardia, foi logo me dando um conto de fadas
E eu, mesmo sabendo da inexistência deles.
Depositei todas as minhas esperanças.
Assim, de bandeja.
E eu fui me deixando enganar, me permitindo sonhar.
Com poucas ilusões
Um bem-estar profundo, o maior amor do mundo,
Foi assim que eu senti.
Mas quando o encanto foi acabando
Me roubaram o que nunca tinha sido meu.
E ainda me esfregou na cara
O quanto eu havia sido ingênua, e burra.
No ápice da minha raiva,
Saí gritando pra que você ouvisse
O quanto era cruel tudo isso,
E como a minha mágoa era grande.
Você, sequer me deu ouvidos.
Com todo o meu ódio acumulado
E com toda a estupidez que possuo
Te desejei a infelicidade eterna
E não só desejei, como disse
Em alto e bom som
Pra que todo mundo ouvisse
E visse o quanto eu sentia
E agora esta culpa, este arrependimento me consumindo
De esquecer o poder que as palavras podem ter
Não, elas não te afetaram
Mas vivo até hoje a infelicidade que desejei pra você.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Meu coração é burro como uma porta.
Torna turva toda água que é límpida e cristalina.
Distorce tudo o que eu vejo.
Não saba se bate ou apanha.
Se esquece fácil do tanto que já sofreu.
Vai lá, meu coração.
Acelere o seu compasso.
Alimente-se de novo com esperanças.
Que é pra eu poder rir de você no final,
Quando tudo der errado, e voce quebrar a cara outra vez.
Me julgam agora porque eu criei o hábito de sonhar.
Tratam isso como um crime. E eu então acreditei que fosse.
Me culpam por um erro que não cometi.
Eu até gostaria de ser perfeita, mas não sou.
O erro também não é de vocês, não é de ninguém.
E eu não busco um culpado, quero uma solução. Plausível, eficiente.
Eu não preciso de juízes, só quero que me entendam.
Que parem de apontar minhas falhas e se preocupem mais com as dores que elas me causam.
Olhem para as cicatrizes que trago e tentem me ajudar.
Eu estou sofrendo tanto.
Mas sofro em silêncio. Não quero contaminar quem quer que seja com a minha infelicidade. Só quero compreensão, isso já me basta.
Aceito resignada, ficar aqui com este vazio.
Talvez um dia eu saia sozinha deste poço fundo no qual eu não sei de que forma entrei.
Aquele vazio, que de tão vazio corrói.
Que não se sabe de onde vem.
Estraçalha todo e qualquer sorriso,
Cheio de seus porquês e motivos.
Aquele vazio, e dentro dele cabe um mundo.
E que derrama tédio em toda maravilha.
Absorve tudo de bom que eu tinha.
E torna falsa toda a alegria.
Aquele vazio, não.
Este vazio, que mora bem aqui dentro de mim.

domingo, 5 de setembro de 2010

A minha busca é incessante e cansativa. E eu já nem sei mais o que busco.
Só sei que a minha insatisfação, minha infelicidade tomam demais meu tempo.
Me acho desequilibrada, sensível demais, insensata e imprestável. Não me sinto digna de ninguém.
E as coisas só pioram ao longo do tempo. Eu me fecho no meu mundo cada vez mais. Só consigo ficar aqui e ver o quanto dói ver a esperança se esvaindo de mim. Ver os sorrisos cada dia mais escassos. E sentindo como isso é difícil e doloroso...
Eu só queria ser feliz de novo, gostaria de dar risada de verdade.
Eu quero ser como eu era antes.

sábado, 4 de setembro de 2010

Música do mês

Confesso - Ana Carolina

Confesso acordei achando tudo indiferente
Verdade acabei sentindo cada dia igual
Quem sabe isso passa sendo eu tão inconstante
Quem sabe o amor tenha chegado ao final

Não vou dizer que tudo é banalidade
Ainda há surpresas mas eu sempre quero mais
É mesmo exagero ou vaidade
Eu não te dou sossego, eu não me deixo em paz


Não vou pedir a porta aberta é como olhar pra trás
Não vou mentir nem tudo que falei eu sou capaz
Não vou roubar teu tempo eu já roubei demais

Tanta coisa foi acumulando em nossa vida
Eu fui sentindo falta de um vão pra me esconder
Aos poucos fui ficando mesmo sem saída
Perder o vazio é empobrecer

Não vou querer ser o dono da verdade
Também tenho saudade mas já são quatro e tal
Talvez eu passe um tempo longe da cidade
Quem sabe eu volte cedo ou não volte mais

Não vou pedir a porta aberta é como olhar pra trás
Não vou mentir nem tudo que falei eu sou capaz
Não vou roubar teu tempo eu já roubei demais

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Laís Leonídia do Espírito Santo

E como é que faço pra falar de você ?
Qual a melhor maneira, os melhores adjetivos pra te descrever ?
Não tenho a menor pretensão de que aqui caiba tudo
As palavras, as risadas, os choros e nosso eu te amo mudo

Esse teu jeito de fazer as coisas do modo mais intenso
Fala demais, ri de tudo e debocha até do que eu penso
É tanto sentimento que você retem
E a mania de 'sentir' apenas aquilo que convém

Nós que nos parecemos tanto e somos tão diferentes
Que trocamos segredos até em silêncio
Muitas histórias, um arquivo imenso
Que passo horas relembrando, cada detalhe

E que você saiba que a nossa amizade é o que me faz viver
Uma loucura sem começo e, espero, sem fim
Por que eu seria capaz de morrer por você
E talvez você também fizesse isso por mim

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